O nosso reino é tudo isto, e muito mais...

«Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.»

~ Neil Gaiman ~

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Olaria

«Foi através da olaria que se começou a fazer a faiança e porcelana, antes de haver a roda de oleiro os pratos e taças eram feitos só com as mãos e barro só com o aumento das populações houve a necessidade de maior produção de pratos, taças, canecas, etc. Foi então criada a roda de oleiro que inicialmente era movida com o pé e hoje em dia já há roda de oleiro eléctrica e também já há poucas pessoas que se dediquem à olaria porque é uma profissão com pouco desenvolvimento e que cada vez tem menos procura, também por causa da crise económica hoje a maior parte das olarias são negocios familiares. Para produzir peças em barro vermelho na olaria e necessário saber a composição do barro que por sua vez é mais simples que a do barro para faíança ou porcelana porque em geral o barro vermelho depois de cozido não é vidrado e quando é só se vidra por dentro, a diferença do barro e que contrário ao que se passa no barro para faíança e pocelana, em que a berbetina é passada por um peneiro para extrair a areia, já o barro vermelho tem uma percentagem de areia na sua composição para dar consistencia ao barro, porque ao contrario da faíança ou porcelana em que as peças formam parede nas formas, as peças de olaria por sua vez formam parede com as mãos e por isso é um processo de produção artesanal.»
Daqui. Adoro o cheiro das olarias... gosto de ver todos os pormenores e seguir todos os passos... Nesta fazem azulejos, pratos, e tudo o que podem ver...
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A minha vontade era chamar alguém e dizer:
«Olhe, ensine-me lá como é que se faz isto...»
Mas era domingo e não estava ninguém a trabalhar...
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Mais informações e fotos AQUI.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Guizito entrevistou... Paula Silva (Feltro e Cia)

O Guizito...... artesãos portugueses.
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Que canais utilizas para a divulgação do teu trabalho?Divulgo o meu trabalho principalmente com a ajuda da net: no flickr Flickr, no meu Blog e no facebook , mas o boca a boca também tem ajudado muito, além das feiras de artesanato onde participo.
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Fala-nos um pouco de ti.Sou casada, , 43 anos, tenho 2 filhos, já fui secretária clínica nos HUC e como a vida dá muitas voltas decidi seguir as do marido e de repente fui parar a Marselha onde vivi 3 anos e agora vivo também em França, mas quase em cima da fronteira com a Suíça (Genebra) já há uns bons 15 anos!!! Hoje sou mãe, esposa e dona de casa quase a tempo inteiro porque boa parte do dia é dedicada ao feltro.
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Como caracterizas o teu trabalho e o que é que ele significa para ti?É antes de mais um prazer, uma terapia e uma maneira de ir preenchendo o tempo que foi sobrando à medida que os meus filhos foram crescendo. Gosto de ir ao encontro do que as outras pessoas gostam e por vezes de por em prática as ideias que elas próprias tiveram.
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Quando começaste? Quanto tempo dedicas a esta actividade agora?Comecei há 3 anos porque quis fazer umas pregadeiras giras que a minha irmã me tinha ensinado, e nunca mais consegui parar. Passo uma boa parte do dia de volta das agulhas e costumo deixar outras coisas para amanhã ou queimar o jantar por causa do feltro.
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Qual a história por trás do nome que escolheste para identificar as tuas peças?No início foi isso mesmo : “Ideias em Feltro”. Pôr em prática a ideia que tinha surgido. Há pouco tempo decidi juntar Sweetfelt porque vivo numa região muito cosmopolita onde quase todos falam inglês e muito poucos português e o nome em português era muito dificilmente pronunciado e raramente lembrado.
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Costumas actualizar-te e aprender novas técnicas? O que fazes para te manter actualizada?Nem por isso, vou perguntando algumas coisas de costura à minha mãe que é costureira de profissão e pesquisando de vez em quando na net, mas vou tirando ideias sobretudo do mundo que me rodeia.
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Qual o papel da tua família e qual a relação que tem com este trabalho?Começando pela minha mãe que é costureira e me ensinou a costurar, a minha irmã que me passou o “bichinho” do feltro, acho que já contagiei toda a gente: os meus filhos fazem os seus próprios porta-chaves e até o marido corta feltro a preceito quando é preciso. Cá em casa são bastante críticos e vamos todos juntos feirar.
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Qual a peça artesanal que tens e que mais estimas (feita por ti ou oferecida) e porquê?Não tenho nenhuma em particular mas muitas. Das que fiz, gosto particularmente da mantinha do comboio porque é um desenho original feito em conjunto pela família.
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Tens algum animal de estimação? Qual ou quais (nomes)?Tenho 2 gatos, o Sushi e o Pistache.
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Coleccionas algo? O quê?
Colecciono presépios artesanais, saleiros e pimenteiros, e caixinhas.
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Quais as tuas perspectivas relacionadas com este projecto, para os próximos 2 anos?Espero que este regresso às coisas originais e feitas a mão com todo o carinho e o valor que isso implica, continue na moda porque eu tenho a cabeça cheia de ideias e não sei se 2 anos vão chegar para tudo! *
Conta-nos uma pequena história/curiosidade sobre ti ou sobre este teu projecto que te tenha marcado positivamente.Odeio costura!!! Não faço baínhas nem toco na máquina de costura!! Mas consigo passar todo o dia com um bocado de feltro, linha e agulha … sem dedal!!!

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Queres divulgar o teu trabalho?
Inscreve-te AQUI.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A nossa Pigoitinha Azul...

... está em destaque no Etsy!

«Miúdos cada vez mais dependentes e mandões»

Gostaria de partilhar com vocês um artigo que considero bastante interessante.
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20 de Setembro, 2010 As crianças portuguesas são cada vez menos livres e menos autónomas, mas capazes de comandar a família, defende a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), lamentando a falta de tempo e espaço para os mais novos de hoje brincarem.
O presidente da SPP assume a dificuldade em falar do estado da infância em Portugal pela disparidade de realidades, mas considera que a sociedade actual é feita de «adultos egoístas e infantilizados e de crianças sabidas».
«O pequeno ditador saiu dos livros para a realidade, hiperactivo e desatento, decidindo os consumos da família, inundado em calorias, com televisão no quarto e playstation move na sala, uma das únicas oportunidades de actividade física», comenta Luís Januário à agência Lusa.
Duas décadas depois de Portugal ter ratificado a Convenção sobre os Direitos da Criança, data que se assinala na terça-feira, o pediatra retrata as cidades portuguesas como um obstáculo às brincadeiras na infância.
«As cidades foram bombardeadas pela união nacional dos autarcas e dos empreiteiros que liquidaram os quintais, as matas, os olivais, os pinhais, as praças e os terreiros. As ruas e as passadeiras são perigosas e os passeios estão destruídos ou transformados em parque automóvel», descreve.
Também o conceito de tempo livre tem sofrido transformações, com a redução dos períodos para brincar e sem que as crianças sejam ouvidas.
Também a psicóloga clínica Lara Constante vê a «demasiada estruturação dos tempos livres das crianças» como uma diferença marcante em relação há 20 anos.
«A maior parte das crianças que acompanho tem um horário muito sobrecarregado de actividades, algumas sem um único dia verdadeiramente livre, em que possam brincar como entendam, criar, desenvolver-se», conta.
Mesmo os tempos fora da escola são demasiado estruturados. Fica assim a faltar criatividade nas brincadeiras e capacidade para inventar o que se faz no tempo livre.
«As crianças tornaram-se também mais dependentes, mesmo nas brincadeiras. Têm mais dificuldade em relacionar-se socialmente e em verbalizar os afectos», acrescenta a psicóloga infantil.
Há 20 anos, a vida familiar era diferente e havia uma comunidade próxima mais disponível para ajudar a ir educando as crianças.
Actualmente, a sobrecarga profissional dos pais e de muitos avós fá-los ceder mais facilmente à imposição dos filhos, enquanto a culpabilização pela falta de tempo é trocada por presentes: «Nota-se uma grande dificuldade em estabelecer uma sintonia entre mimo versus regras».
Contudo, em duas décadas a criança beneficiou também da evolução da sociedade.
«O ensino pré-escolar é frequentado por um número cada vez maior de crianças. Entrar numa escola aos três anos traz muitos benefícios, até porque é a altura em que se começa a desenvolver o relacionamento social», refere Lara Constante.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 1990-91 a educação pré-escolar não obrigatória abrangia cerca de metade das crianças entre os três e os cinco anos, enquanto em 2007-2008 já cobria 80 por cento.
Luís Januário alerta porém que há pouco de comum entre uma criança de um colégio privado no Porto ou Lisboa e outra cuja escola encerrou numa aldeia em Lamego.
«Há pouco em comum entre uma das 10 mil crianças institucionalizadas e uma outra vivendo com uma família que a estima. Entre uma criança com os pais desempregados e outra com pais economicamente estáveis. Entre um filho de emigrantes de uma minoria linguística e outro cujos pais escrevem em português segundo o novo acordo ortográfico. Entre uma criança negligenciada ou maltratada e outra que é acarinhada», exemplifica.
Lusa / SOL
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Copiado daqui.

Insectos em Ordem :)

(Clica para aumentar)
E nós lá fomos à Exposição :)Quando vi este ««bichinho»» só me lembrei do susto que apanharia se apanhasse algum debaixo da minha almofada!
Mais fotos AQUI.
Vejam a reportagem:

domingo, 19 de setembro de 2010

Uma entrevista pormenorizada...

Estamos no site: Fios com História na secção de «Entrevistas» (em cima).

Passem lá e leiam porque vale mesmo a pena conhecer um pouco melhor o Reino Já Cheguei.

Passem também na secção «Galeria» (em cima) e vejam fotos que nunca foram publicadas no nosso blog.

Obrigada Selma pelo convite.

sábado, 18 de setembro de 2010

A minha nova paixão :)

Baseada nas profundezas do colorido oceano tropical.

Livro Virtual

Vejam o que fomos descobrir AQUI:

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