O nosso reino é tudo isto, e muito mais...

«Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.»

~ Neil Gaiman ~

terça-feira, 25 de julho de 2017

Ter alguém em boa consideração não é colocá-los num pedestal! * Having someone in high consideration VS Putting someone in a pedestal

(Tudo isto retrata a minha opinião pessoal.)
Post publicado no dia 21 mas com ADENDA no dia 25.

Quando colocamos alguém num pedestal, estamos a oferecer o nosso poder e dizer “não sou bom o suficiente”.
Quando nos apaixonamos por alguém ou fazemos uma nova amizade, às vezes vemos essa pessoa envolta numa luz incandescente. As suas qualidades dominam o primeiro plano de nossa perceção e por isso não vemos os seus atributos negativos. Este estado temporário é normalmente conhecido por colocar alguém num pedestal. Muitas vezes, colocamos líderes espirituais e até familiares em pedestais. Todos já fizemos isso a alguém num momento ou noutro, e enquanto recordarmos que ninguém é realmente "perfeito", a fase do pedestal de um relacionamento pode ser apreciada pelo que realmente é: uma fase. É quando realmente acreditamos na nossa própria projeção, que surgem problemas.
TODOS têm problemas, falhas e pontos cegos, tal como nós. Quando consideramos a ilusão de que alguém é perfeito, não permitimos que sejam humanos, então, quando cometem um erro de julgamento ou agem em contradição com a nossa ideia de perfeição, ficamos desiludidos. Podemos irritar-nos ou distanciar-nos em resposta. No fim, eles não são os culpados pelo fato de que nós os idealizamos. Na verdade eles podem ter gostado de se verem tão perfeitos nos nossos olhos (ou nós aos olhos deles… o nosso ego rejubila), mas somos nós quem escolheu acreditar numa ilusão. É nesta altura que nos recordamos que NINGUÉM é perfeito. Somos todos uma combinação de qualidades divinas e humanas e todos nós lutamos. Quando tratamos as pessoas que amamos com essa consciência, acabamos por permitir uma intimidade muito maior do que quando os mantivemos num trono arejado. O momento que vemos através da nossa projeção idealizada é o momento em que começamos a ver o nosso ente-querido como ele realmente é.
Não podemos realmente relacionar-nos com uma pessoa quando a idealizamos. Na vida, não há pedestais; Todos andamos juntos no mesmo terreno. Quando percebemos isso, podemos possuir a nossa própria divindade e a nossa humanidade. Esta é a chave para o equilíbrio e a totalidade dentro de nós mesmos e nossos relacionamentos.
Tenho sempre isso bem ponderado nas minhas relações. Tenho na família um exemplo de alguém que idolatra outrem em detrimento de todos os outros.

Há aqueles que brilham entre nós, não há dúvida nenhuma, e suas vitórias devem ser celebradas. Mas, ao invés de ser cego através de idolatrizar, devemos mantê-los como modelos do que somos individualmente e coletivamente capazes de nos tornar.

Ter os outros em boa consideração é mostrar preocupação, interesse pessoal, senso de humor, respeito, lealdade, compaixão e simpatia. É saber o que os outros precisam antes deles próprios saberem. É deixar o orgulho de lado (se o tiver) e não procurar ser diferente ou superior a eles. É ser tolerante e saber perdoar. É protegê-los de danos físicos e emocionais. 

É pensar em como os outros se sentem colocando-se no seu lugar. Às vezes, nós preocupamos-mos demais com nossas próprias necessidades e desejos e acabamos por nos esquecer ou “esquecer” o que as nossas ações podem provocar nos outros.
É escolher (ou tentar muito acertar nas) as palavras adequadas e saber agradecer (vou deixar de pedir desculpas).

É saber pedir desculpas quando errámos ou pelo menos admitir que não deveríamos ter dito/feito algo apesar de não ter sido com a intenção que foi recebido. Não devemos dizer um “desculpa!” como se não nos importássemos mas fazendo contacto visual, dizendo que o outro importa, mencionando que isso não acontecerá novamente (ou que pelo menos irá tentar que tal não aconteça). Tomar a responsabilidade por algo é ter muito mais consideração do que varrer a porcaria para debaixo do tapete só porque se acredita que isso faz desaparecer o problema. Ao pedir desculpa não devemos dizer algo como "lamento muito que te tenhas sentido mal quando eu... ". Esse tipo de linguagem acaba por culpar a outra pessoa e evitar a responsabilidade.

É fazer tudo o que foi escrito acima em público e em particular.

Ao ter consideração por alguém devemos explicar/dar um feedback negativo quando a pessoa estiver preparada. Devemos estabelecer um momento para falar (talvez em privado), em vez de dar um feedback negativo casualmente, quando a pessoa menos esperar ou precisar de nós, ou pior ainda, com atitudes que o outro possa não compreender.
Ser amigo não é muito diferente de ter o outro em boa consideração. A diferença penso que está na relação pessoal. Podemos ter uma personalidade famosa em boa consideração e no entanto não sermos seus amigos (Facebook não conta!).

Ser amigo é dar ainda mais quando o outro precisa, mesmo quando achamos que não temos mais nada para dar.
Ser amigo serve também para
No fundo, depois de gerirmos tudo ainda temos que não deixar que nos afete.
Como? Ora... isso é como a busca pela fonte da juventude...
 *
ADENDA
E para terminar deixo-vos em esta música. Porquê? 
Porque às vezes sinto que além de falar demais... escrevo demais também... Ninguém é perfeito!!
When I'm nervous I have this thing, yeah, I talk too much
Sometimes I just can't shut the hell up
It's like I need to tell someone, anyone who'll listen
And that's where I seem to fuck up
Yeah, I forget about the consequences
For a minute there I lose my senses
And in the heat of the moment my mouth starts going
The words start flowing, oh

quinta-feira, 6 de julho de 2017

♥ Happy birthday to me ♥ 44

 
*
Se me perguntarem quantos anos tenho direi:
- Entre 36 e 40.
Porquê?!
Se a esperança de vida em Portugal são cerca de 80 anos, os anos que tenho são na realidade os que me restam de vida, porque os que já vivi já não os tenho mais...
As SMS, emails, comentários, continuam a chegar.
MUITO OBRIGADA a todos os que celebram comigo 

sábado, 1 de julho de 2017

Por um mundo com mais coincidências * Synchronicities

Quando tudo está no automático, eu peço por coincidências. Daquelas bem bonitas que aparecem em filmes, com trilha sonora e tudo.

O mundo gira, e só. Não temos mais tanta emoção onde antes tudo era realmente vivo.

Não nos jogamos de penhascos como antes e matamos as borboletas no estômago antes mesmo das pobres conseguirem voar. Somos assim, antecipados, pensadores natos de tudo e “vivenciadores” de quase nada. Triste eu sei, mas real.

Para o equilíbrio e tira qualquer ser do automático, coincidência, ou como prefiro chamá-la, destino. Tá ai um que não erra nunca e nos força viver tudo aquilo que nos esquivamos, por bem ou mal. Como sabe das coisas! Chega por aqui com tapa na cara e tudo. Inacreditável, mas aceitável. Ele faz o melhor acontecer.

A coincidência desata até aqueles nós que aparecem. Faz com que encontros não sejam meros encontros. Faz com que aquilo que a gente pediu quando colocou a cabeça no travesseiro antes de dormir se torne real, demore o tempo que demorar. Coloca pessoas certas em tempos certos na nossa vida. Um plano sem traço, intocável. É nosso.

As pessoas que precisam passar pela nossa vida, de maneira positiva ou negativa, vão fazer isso acontecer. Somos donos do nosso destino e sabemos que todos que fizeram ou ainda vão fazer parte da nossa vida estão ligados a nós por um fio, que por vezes se rompe porque já não faz mais sentido.

O que foi rompido vai para o nunca mais, e então algo mágico acontece, o novo chega. Tirando do automático, fazendo com que coisas aconteçam quando menos se espera, mudando a lente que estava presa aos nossos olhos. Acredita-se que essas coisas acontecem quando a gente deixa de pensar no amanhã e vive sem amarras, sem pensar muito no que está por vir por um motivo muito simples, a fé no destino.
Copiado daqui.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

É tempo de viver sem medo * Life without fear


Ilustração de Filipa Viana

"O medo é uma das mais poderosas armas, transversal à história e a grande parte das espécies. Um aliado na definição de limites de segurança, pode ter um efeito paralisador e, no limite, é o próprio medo que gera a violência. Numa época em que passámos do sonho do consumismo, da abertura de fronteiras e do discurso da solidariedade para a ameaça do colapso financeiro, o pânico do terrorismo e a extremização das políticas, importa debruçarmo-nos sobre o medo: o seu papel na contenção, manipulação, e ignição das sociedades."

~ Pedro Lamares ~

“Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos. Mas não há hoje no mundo muro que separe os que têm medo dos que não têm medo.”

~ Mia Couto ~

"Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.
E, se calhar, acrescento agora eu: há quem tenha medo que o medo acabe."

~ Eduardo Galiano ~

E tu? Do que tens medo?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Abrir o coração a milagres * Keep your heart open


"Ninguém é obrigado a nos conhecer
por dentro. Além disso, tem o que a
gente é, a imagem que a gente passa e
o que os outros concluem dela.
Não quero que soe petulante o que
vou dizer, mas nem faço muita
questão que as pessoas me conheçam
a fundo. Tem gente que não merece o
nosso coração aberto. Certas pessoas
não precisam conhecer nossa alma.
Porque elas nem vão saber o que fazer
com tanta informação..." 

~ Clarissa Corrêa ~

Apesar de concordar com a citação acima prefiro manter o meu coração aberto. Espero o melhor e não aceito menos do que isso!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ainda acredito em 398.2. * I still believe in 398.2


“Ainda acredito em 398.2.” Acredito. Acredito mesmo! 

398.2 faz parte do Sistema Decimal de Dewey (o sistema de classificação bibliográfica mais utilizada em todo o mundo).
É a parte da biblioteca onde se encontram os contos de fadas, folclore e contos tradicionais.
“Ainda acredito” suspiro para mim mesma. Porque é verdade.
Há contos tradicionais que me falam mais alto do que outros. É o caso do Capuchinho Vermelho.
Muitas vezes sinto-me assim, sozinha no bosque, "entregue às feras", à procura da casa da minha avó que umas vezes parece morar mais perto do que outras.

Embora alguns elementos dos contos de fadas "falem" comigo, vivo enraizada no mundo real onde as leis da ciência se aplicam. Felizmente, temos essa pequena coisa chamada "Terceira Lei" de Newton ou o Princípio da Ação e Reação: 
A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos.

É obvio que esta lei se refere ao movimento mas... a vida não é isso também?
Muitas vezes dou comigo a ter ações e depois a sofrer também as reações às minhas próprias ações. Sou um dois em um. Para o bem e para o mal... Mas que raio de defeito!

Acreditem em 398.2.
Não temos que fazer tudo sozinhos.

Há sempre alguém que vai lutar por nós, connosco ou apenas que nos vai defender. E não precisa de ser um príncipe encantado! Muitos ficarão ao teu lado enquanto lutas. Vão ensinar-te como usar uma espada, o coração ou apenas a estares presente. Eles vão mostrar-te como deves ser mais corajoso.

E se não estiverem... tudo vai correr bem. Grande parte dos contos de fadas acabam bem... ou não?
Este sapinho com uma coroa vem a caminho da minha casa.
Vou usá-lo de vez em quando para me lembrar de que os contos de fadas existem...


«Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.»
~ Neil Gaiman ~

domingo, 18 de junho de 2017

Amar, gostar * Love (4)

Poderia ter sido escrito por mim, mas não foi.
Sou assim também...
Eu nunca fui uma moça bem-comportada. 
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida ou pro amor mal resolvido sem soluços. 
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. 
Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.

~ Marla de Queiroz ~

sábado, 17 de junho de 2017

Amar, gostar * Love (3)

Gostar é EU sentir que vale a pena estar na TUA vida e principalmente sentir que TU precisas que eu faça parte dela.
É não querer sentir sentir que não fazemos falta. É não aceitar ficar nessas condições.
Gostar é não sentir que se dá algo de que o outro não é digno.
É não abdicar do amor-próprio para se receber menos do que se merece.
É não sentir que se investe em algo que não mostra esperança para continuar.
Gostar é dizer com certeza absoluta que se contribuiu para que alguém se tornou numa pessoa ainda melhor. É sentir que só por isso já valeu a pena fazer parte da sua vida.
É criar experiências únicas. Marcar positivamente. Partilhar tudo. É dar de coração aberto o que se sabe que o outro nunca teve.
É não se sentir mais um. É sentir que não se é o primeiro ou o segundo, mas o único.
É tentar sempre conquistar esse espaço, o de ser o único.
É saber que não se ganha apenas um beijo mas o mapa para o coração.
É ter a certeza que o outro não sente apenas a nossa falta mas que sentes saudades, muitas saudades.

Gostar é nunca se emprestar. É dar-se sempre por completo!

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