O nosso reino é tudo isto, e muito mais...

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"A fantasia não é exatamente uma fuga da realidade. É um modo de a entender."
"Fantasy's hardly an escape from reality. It's a way of understanding it" (Lloyd Alexander)

domingo, 23 de abril de 2017

Queres? Liberta. * Let it go


Não podemos forçar ninguém a amar-nos, a querer estar connosco. Todos têm o livre arbítrio, a opção de escolha. O amor, a amizade..., não podem ser domados, não podem ser cobrados, só podem ser dados e de preferência incondicionalmente.
A liberdade de escolha permite conhecer a verdadeira vontade do outro e há que a respeitar. Por mais que nos doa.

Esta é provavelmente uma das citações mais assustadoras que eu tenho abordado, de um ponto de vista prático.
Quem quer correr o risco de perder alguém que ama?
Mas, como a citação diz, se eles não voltarem, nunca nos "pertenceram".
Assim, se não dermos esse salto de fé e corrermos o risco de perder alguém, podemos acabar por perder muito tempo e esforço num relacionamento que está destinado a falhar. E isso magoa muito mais, é como uma dor auto infligida.
O importante aqui é mesmo respeitar o espaço do outro, a sua opção, a sua vontade.

Se dói a perda? CLARO!
Curiosamente a primeira vez que usei esta citação foi há cerca de um ano.
É no entanto uma frase que me vem várias vezes à cabeça... Há muitas condicionantes mas resumindo ao máximo, a citação é o suficiente.

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

~Luís de Camões~

Há por isso que agradecer a todos os que voltam para nós.
É importante que assim seja...

sábado, 22 de abril de 2017

A mente mente and love heals

Do meu dossier de artigos interessantes tirei este... já velhinho (julho de 2006).

Vale a pensa ler...
Fala sobre a criança interior, os medos e o amor...

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Copos... uma questão de perspetiva... * Some see the doughnut, others see the hole

 
Não consigo perceber que “tipo” de pessoa sou: se pertenço ao grupo de pessoas que veem o copo meio cheio ou das que veem o copo meio vazio.
Segundo se diz, é tudo uma questão de perspetiva: as que veem o copo meio cheio, têm uma perspetiva otimista, e as que o veem meio vazio, têm uma perspetiva mais pessimista.
Sei que já fui muito pessimista. Isso cansava-me imenso.
Neste momento acho que “tenho dias” - às vezes estou mais otimista, outras vezes mais pessimista.
Eu simplesmente olho para o copo e vejo que está pela metade. Nem meio vazio, nem meio cheio. Está meio. É o que é e mais nada.
Se me faz sentir bem deixo ficar. Se me faz sentir mal, arregaço as mangas e vou tentar mudar de perspetiva. Só isso.

Como consigo fazê-lo?
Por vezes esforço-me por “dourar a pílula”, coloco-o noutro contexto pois pode acontecer que ele seja apenas um copo grande demais, enfeito a base onde está, junto cubinhos de gelo, ponho-lhe um chapelinho de cocktail… Faço tudo o que for preciso e garanto-vos… por mais que me custe (e por vezes é esgotante) ele vai ficar do meu agrado!
É muito importante percebermos que existe uma riqueza de perspetivas nesta terceira resposta, uma profundidade que dá outra dimensão além do cheio e do vazio, e é esse balanceamento que procuro sempre encontrar.

Nota - Somos seres subjetivos, não vemos o mundo com total neutralidade e objetividade. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Tempo * The Greatest Gift


If you're lost you can look--and you will find me
Time after time
If you fall I will catch you--I'll be waiting 
Time after time

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A família é importante mas... * Familly Matters

...mais importante é a escolha de quem faz parte dela.
Haverão famílias perfeitas?
Como podem haver se ninguém é perfeito?
Talvez a questão seja: Haverão famílias com muito poucos defeitos?
Haverão famílias que não nos levem a fazer psicoterapia quando atingimos a idade adulta? A não lidarmos com traumas de infância causados pelos mesmos indivíduos que nos deveriam proteger, apoiar e amar incondicionalmente?

Os pais adotivos ou filhos adotivos passam a fazer parte de uma mesma família.
Não é por laços sanguíneos que o são. É através de um papel. Mas principalmente de um desejo que assim seja.
Casais que não são casados não deixam por isso de constituir famílias. Não dependeram de um papel oficial para se poderem considerar uma família.
Então não podemos nós conscientemente escolher quem faz ou não parte da nossa família?
Claro que podemos!
Assim dispensamos alguns daqueles que por laços sanguíneos nos "pertencem" e "adotamos" outros que nos completam de forma mais plena.

Family, you may need to treat them like friends.
Friends, you may want to treat them like family.

Eu sou apologista de que podemos mudar tudo o que não nos faz bem. De tudo o que nos trás tristeza, problemas, medos... 
Neste caso não precisamos de nos afastar fisicamente, basta apenas assumirmos perante nós próprios essa mudança. 
Acho que é isso que mais custa no final de tudo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Validação * Validation


~ Mohadesa Najumi~

Além de ter lógica, deixa-me mais descansada... ou talvez não...

Ler mais: aqui.

Só quem calça os sapatos é que sabe o quanto lhe magoam os pés... * Criticism

Quem está ocupado em melhorar a sua maneira de ser e de agir, não tem tempo nem vontade de criticar os outros.

"Eu tento sempre ser a melhor versão possível de mim própria."

Os Sioux têm um provérbio muito interessante:
“Antes de julgar alguém, caminha três luas com os seus sapatos”.
Referem-se ao fato de que julgar é bastante fácil, entender os outros é muito difícil. Ser empático é muitíssimo mais complicado. E esse julgamento só será realmente justo se vivermos experiências iguais.

Com frequência desejamos/exigimos que os outros nos entendam, que compreendam as nossas decisões e as partilhem connosco, ou que, ao menos, nos apoiem. Quando não fazem o que queremos, sentimos-nos mal, incompreendidos e por vezes até rejeitados.

É evidente que isso não é fácil de aceitar, todos necessitamos que, em algumas situações, alguém acolha as nossas emoções e decisões. É perfeitamente compreensível. Contudo, sujeitar a nossa felicidade à aceitação dos outros ou tomar decisões com base no medo de que os outros vão pensar é um grande erro. Um grande e inominável erro.

O que os outros pensam sobre nós, na realidade diz mais sobre eles do que sobre nós. O que pensam reflete, com certeza, o que eles são, não quem nós somos.

Se criticarmos alguém sem usar a empatia, sem nos colocarmos no seu lugar e sem, ao menos, tentar compreender o seu ponto de vista, expomos imediatamente a nossa forma de ser. Quando alguém diz ao mundo que nós somos maus, egoístas... esta atitude revela que essa pessoa é insegura, que tem uma forma de pensar rígida e cheia de estereótipos.

Quem critica o que não é, não compreendeu ou não quer aceitar

Acredito que por trás de uma crítica destrutiva quase sempre se esconde o desconhecimento ou a negação de si mesmo. Na verdade, muitas pessoas criticam porque não compreendem as nossas decisões, não caminham com os nossos sapatos, não conhecem a nossa história e não entendem a verdadeira razão por termos escolhido determinado caminho. Muitas pessoas acabam por nos criticar devido ao desconhecimento profundo sobre maneira de ser do outro, sobretudo, por serem arrogantes e pensarem que são os donos absolutos da verdade.

Muitas vezes, as pessoas criticam-nos porque veem refletidas em nós certas características ou talentos que não querem reconhecer. O escritor francês Jules Renard afirmou com precisão:“A nossa crítica consiste em reprovar nos outros as qualidades que queremos ter”
O mais curioso é que quanto mais tóxica é a crítica, mais forte se revela a negação dos sentimentos do crítico.

Na prática (pelo menos em algumas ocasiões) a crítica destrutiva não é mais do que um mecanismo de defesa - projeção. Neste caso, o crítico projeta nos outros os mesmos sentimentos, desejos ou impulsos que lhe são muito dolorosos. E com os quais não é capaz de conviver. Entende-os por isso como algo estranho e que deve ser castigado.
Como sobreviver às críticas

Sei que ninguém gosta de ser criticado, principalmente se as críticas se transformam em duros ataques verbais. Infelizmente, nem sempre podemos evitar estas situações, mas devemos aprender a lidar com elas sem que as mesmas nos afetem em excesso (não é nada fácil, eu sei...)

O que faço para conseguir fazer isso? Aqui estão algumas estratégias diferentes, porém eficazes no meu ponto de vista:

1.Coloca-te no lugar de quem critica. A empatia é um poderoso antídoto contra a raiva. Não podemos ter raiva de alguém quando compreendemos como se sente. Por isso, da próxima vez que alguém te criticar, tenta pôr-te no seu lugar. Ainda que essa pessoa não seja capaz de se colocar no teu. Trata-se provavelmente de alguém "míope dos olhos da alma", limitado e que infelizmente para si próprio, não está disposto a mudar. Ou de quem ainda não teve a sua experiência de vida (apesar de a viver) e guarda muita amargura e ressentimento. Dessa forma, aos poucos, interiorizarás que não vale a pena te aborreceres com aquelas palavras ditas com raiva.

2.É somente uma opinião.O que os outros pensam sobre ti é a realidade deles, não a tua realidade. As pessoas julgam-te segundo as suas experiências, valores e critérios. Se usassem os teus sapatos, e andassem pelos mesmos caminhos que  percorreste, é provável que pensassem de modo diferente. Portanto, assume de uma vez que essas críticas, na realidade, são apenas opiniões, nem mais nem menos e são absolutamente tendenciosas. Por lado lado, podem até ser valorizadas se percebermos que se pode tirar proveito delas. Eu costumo dizer: "Posso não saber o que vou fazer, mas tenho a certeza do que não farei".
Nota - Ao desprezar essas críticas jamais permitas que arruínem o teu dia.
(Nada fácil... mas possível).

3.Devolve as críticas com graça. Quando se trata de críticas destrutivas o mais conveniente é fazer “ouvidos moucos”. Sabemos à partida que essa pessoa não está aberta ao diálogo, se estivesse, em vez de julgar e atacar, iriam primeiro mostrar uma atitude baseada no respeito e na compreensão.
Há no entanto alturas em que será necessário ser direto e acabar logo com a situação. Podemos, nestes casos, responder sem se alterar e com frases breves que não deem motivos às respostas. Por exemplo: “Não podes dar a tua opinião sobre coisas que não conheces” ou “Acredito que não entendeste por isso não podes criticar”.
Em geral, os homens julgam mais pelos olhos do que pela inteligência, pois todos podem ver, mas poucos compreendem o que veem”, disse Maquiavel há séculos atrás. 
Outra das coisas que costumo dizer:
"Se as pessoas tiverem pedras nas mãos para atirar aos outros, não têm espaço nelas, para receber amor..."

E para os que criticam:
Em vez de críticares aprende a ouvir:

Nota:
Pois...

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Não tenho orgulho em ninguém... Prefiro ser humilde * Pride VS Humility

Já fui orgulhosa, teimosa, persistente... o que lhe quiserem chamar.
EU tinha razão. Era a MINHA verdade.
Agora, quando sei que tenho razão (porque não me conseguem dar argumentos convincentes do oposto) e os outros pensam que não... deixo-os ficar com as suas certezas. E digo isto de forma humilde... não é por menosprezar a opinião dos outros que o faço.
A vida se encarregará de lhes ensinar as coisas que também eu tive que aprender.

Tenho muitas dúvidas quando utilizo conscientemente a palavra "orgulho", não me soa bem dizer por exemplo "tenho orgulho em ti". Faz-me sentir desagradavelmente superior.
Prefiro encontrar similaridades com os outros do que as diferenças.
É uma boa base para uma relação (profissional, familiar, amizade... mas nem sempre é fácil, eu sei...).
Não sou mais do que ninguém.
Eu sou Eu e nada mais. Sou quem tenho que ser. Não sou mais do que eu, nem quero ser ou parecer. Não sou menos do que eu, embora por vezes o ego me pregue partidas. Já as vou conseguindo reconhecer e quando vejo que é difícil contrariá-lo/controlá-lo, dou-lhe um tempo estipulado para reinar.

Em vez de me orgulhar de alguém prefiro dizer que admiro a sua coragem em enfrentar determinados desafios (por exemplo).

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