O nosso reino é tudo isto, e muito mais...

«Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.»

~ Neil Gaiman ~

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ainda acredito em 398.2. * I still believe in 398.2


“Ainda acredito em 398.2.” Acredito. Acredito mesmo! 

398.2 faz parte do Sistema Decimal de Dewey (o sistema de classificação bibliográfica mais utilizada em todo o mundo).
É a parte da biblioteca onde se encontram os contos de fadas, folclore e contos tradicionais.
“Ainda acredito” suspiro para mim mesma. Porque é verdade.
Há contos tradicionais que me falam mais alto do que outros. É o caso do Capuchinho Vermelho.
Muitas vezes sinto-me assim, sozinha no bosque, "entregue às feras", à procura da casa da minha avó que umas vezes parece morar mais perto do que outras.

Embora alguns elementos dos contos de fadas "falem" comigo, vivo enraizada no mundo real onde as leis da ciência se aplicam. Felizmente, temos essa pequena coisa chamada "Terceira Lei" de Newton ou o Princípio da Ação e Reação: 
A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos.

É obvio que esta lei se refere ao movimento mas... a vida não é isso também?
Muitas vezes dou comigo a ter ações e depois a sofrer também as reações às minhas próprias ações. Sou um dois em um. Para o bem e para o mal... Mas que raio de defeito!

Acreditem em 398.2.
Não temos que fazer tudo sozinhos.

Há sempre alguém que vai lutar por nós, connosco ou apenas que nos vai defender. E não precisa de ser um príncipe encantado! Muitos ficarão ao teu lado enquanto lutas. Vão ensinar-te como usar uma espada, o coração ou apenas a estares presente. Eles vão mostrar-te como deves ser mais corajoso.

E se não estiverem... tudo vai correr bem. Grande parte dos contos de fadas acabam bem... ou não?
Este sapinho com uma coroa vem a caminho da minha casa.
Vou usá-lo de vez em quando para me lembrar de que os contos de fadas existem...


«Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.»
~ Neil Gaiman ~

domingo, 18 de junho de 2017

Amar, gostar * Love (4)

Poderia ter sido escrito por mim, mas não foi.
Sou assim também...
Eu nunca fui uma moça bem-comportada. 
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida ou pro amor mal resolvido sem soluços. 
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. 
Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.

~ Marla de Queiroz ~

sábado, 17 de junho de 2017

Amar, gostar * Love (3)

Gostar é EU sentir que vale a pena estar na TUA vida e principalmente sentir que TU precisas que eu faça parte dela.
É não querer sentir sentir que não fazemos falta. É não aceitar ficar nessas condições.
Gostar é não sentir que se dá algo de que o outro não é digno.
É não abdicar do amor-próprio para se receber menos do que se merece.
É não sentir que se investe em algo que não mostra esperança para continuar.
Gostar é dizer com certeza absoluta que se contribuiu para que alguém se tornou numa pessoa ainda melhor. É sentir que só por isso já valeu a pena fazer parte da sua vida.
É criar experiências únicas. Marcar positivamente. Partilhar tudo. É dar de coração aberto o que se sabe que o outro nunca teve.
É não se sentir mais um. É sentir que não se é o primeiro ou o segundo, mas o único.
É tentar sempre conquistar esse espaço, o de ser o único.
É saber que não se ganha apenas um beijo mas o mapa para o coração.
É ter a certeza que o outro não sente apenas a nossa falta mas que sentes saudades, muitas saudades.

Gostar é nunca se emprestar. É dar-se sempre por completo!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Amar, gostar * Love (2)

Amar é seres parte de mim.
É conquistar-te todos os dias (e ter prazer nisso).
É conquistares-me todos os dias.
É descobrir-te várias vezes por dia.
É escrever cartões, cartas e postais.
É fazer parvoíces por ti.
É ser e querer ser sempre verdadeiro.
É mostrar ao mundo e a mim que um dia juntos é para nós um segundo.
É receber sempre um sorriso em troca de um olhar.
É acreditar que os meus sonhos correspondem às minhas capacidades.
É dar tudo o que posso, sempre.
É ser humilde o suficiente para se permitir mudar pelo que se quer. É saber que não somos imutáveis, somos apenas humanos.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Gostar, amar * Love (1)

Gostar é correr atrás. Pelo menos até se cansar, até acreditar que se corre para onde se é esperado.
Correr atrás até ver que se corre para estar sozinho.
Correr atrás mas nunca deixa de gostar de si em primeiro lugar e quem gosta de si alimenta sempre a sua felicidade.
Gostar é ter tempo, confiar, gostar sempre, esforçar-se por merecer, estar preparado para corrigir os erros, gostar por inteiro com todos os pedaços e ainda encontrar os que faltam, não guardar segredos, não magoar, ficar sempre mais um pouco, desligar o telefone por último, provar o que se diz, é ajudar o outro a encontrar forças para se levantar sempre que a vida lhe passa uma rasteira.
É precisar do outro porque ele tem aquilo que levou de nós.
É gostar de estar com o outro por puro egoísmo (para não sofrermos a ausência) e esperar que ele faça o mesmo. Nunca aceitar que o outro faça menos que isso.
É entregar-se por completo.
É saber que a vida ANTES era incompleta. É saber que se apagarmos o outro da nossa vida apagaremos também uma parte de nós. parte do que lutámos para ser neste momento.
É dar sempre o melhor de nós HOJE e acreditar que HOJE é mesmo o melhor dia da nossa vida.
É não ter medo de dizer, de fazer, de abraçar, de mostrar em público que...
Amar, gostar... primeiro e sempre de si próprio.

Lobo Meu (laranja) / Plush Wolf Orange

Lobo Meu, Lobo Meu... existe alguém mais teu amigo do que eu?!
Quem tem medo deste Lobo «Mau»? Ele só quer um amigo verdadeiro... 
De qualquer maneira e para garantir, nunca andes de capuchinho vermelho e com um cesto cheio de bolos perto dele e tudo vai correr bem.

Este amigável lobo tem 35 cm de comprimento e 20 cm de altura.
*
Etsy Shop:
AQUI / HERE

sábado, 10 de junho de 2017

Saudades * I wish you were here

Tantas saudades tuas... Partiste há 16 anos avó. Farias hoje 96...
Foi uma dor imensa. Chorei muito por egoísmo, porque sei que a tua parte estava feita.
Obrigado por teres feito parte da minha vida.
Obrigada pelo que me deste incondicionalmente. Por me teres amado tanto.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

A Relação de Entreajuda * Mutual Aid

Era uma vez um grupo de pessoas que se chamavam: NINGUÉM, ALGUÉM, NÃO IMPORTA QUEM, CADA UM e TODA A GENTE.
Havia um trabalho importante a cumprir e TODA A GENTE tinha a certeza que ALGUÉM se encarregaria de o levar a cabo. NÃO IMPORTA QUEM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM se encarregou de o fazer.
ALGUÉM zangou-se porque se tratava da tarefa de TODA A GENTE.
CADA UM pensou que NÃO IMPORTA QUEM teria podido fazê-lo mas NINGUÉM percebeu que TODA A GENTE não o faria.
Daqui resultou que CADA UM censurou ALGUÉM (não) tinha cumprido a tarefa que NÃO IMPORTA QUEM poderia ter realizado.
In Bulletin INITIATIVE, Vol. 2. N.º6 (traduzido e adaptado)

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