O nosso reino é tudo isto, e muito mais...

«Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.»

~ Neil Gaiman ~

domingo, 10 de fevereiro de 2019

The only way is up

Quero fugir

Eu estou cansada
Surrada por golpes da vida
Maltratada por dores tão minhas

Não me sinto inteira
Insisto em me esconder
Livrar-me de expectativas frustradas

A caminhada não tem tanto incentivo
Do choro não tenho mais receio
Os gritos já não me libertam

Uma enorme muralha invade o coração
O controle perde o controle
E os sonhos viram alucinações

Quero fugir!
Fugir do que talvez não tenha fuga
Fugir para quem sabe me encontrar

(Fernanda Resende)
E, quando pensas que pior não fica... O único caminho é ficar melhor!
Tem esperança. Acredita!

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Muffin, Milady e Mupi

Maior, mas tão "mimôco" como quando era pequeno.
O mais sociável dos três. O bigode dá-lhe o ar de marquês que merece.
 Milady, a mais pachorrenta. Veio da terra dos ovos moles... claro, só podia ser!
Mupi, o nosso mais velho. O ruivo.
Bem nos enganou durante estes anos todos (quase nove)!
Pensávamos que não gostava de brincadeiras... Depois da chegada do Muffin em julho de 2018 concluímos que ele não tinha era com quem brincar... A Milady "ovo mole" é que não se presta a essas coisas...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Belo dia para regressar(es) ♥

Passaram-se DEZOITO anos...
Como é possível que tenhas partido há tanto tempo quando sinto dor como se tivesses partido ontem...?
Sei que estás comigo, principalmente nas alturas mais difíceis.
Serás sempre a minha "vózinha".
Obrigada avó por teres sido o meu ponto de abrigo.
Até nos encontrarmos novamente... 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

O nome do nosso bicharoco

De acordo com o post anterior...
Possíveis nomes com M para um gatinho macho:
Miró
Mustache
Marshmallow
Michele
Max
...
Os nossos gatinhos foram batizados com:
Mupi Shot de Sir Dine
Milady Bug de Sir Dine
O novo habitante teria que ser:
M______ _______ de Sir Dine
Decidimos chamá-lo de 
Muffin Marquês de Sir Dine

domingo, 29 de julho de 2018

Manchas ou sinais?

Se leram o último post (e viram as fotos) repararam que os nossos bichanos têm manchas engraçadas no pelo:
O Mupi Shot de Sir Dine tem escrito de um lado SHOT.
A Milady Bug de Sir Dine  (Lady Bug = Joaninha, o nome da princesa cá de casa - Joana) tem um  na coxa.
Bom este nosso novo bichano (já tem nome) tem uma mancha muito original:
 
Quanto ao nome... quisemos manter a tradição dos nomes com M.

sábado, 28 de julho de 2018

Novo habitante do Reino

Depois de tanto tempo a convivermos (apenas) seis cá em casa, acabei de me apaixonar por outro ser vivo.
Sendo assim, aos poucos vou-vos apresentando o novo habitante deste Reino Encantado.
Chegou aqui no dia 23 deste mês (julho). MUITO envergonhado.
***
Quem mora connosco:
Nasceu a 27 de Março de 2010, chegou ao Reino no dia 12 de Junho do mesmo ano.
*
Mais fotos aqui.
***
Nasceu a 5 de Maio de 2010 e chegou ao Reino no dia 28 de Junho do mesmo ano.
*
Mais fotos aqui.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Gosto de ficar a observar as palavras...

Gosto de ficar a observar as palavras. Gosto de as estudar. Gosto de ver como se comportam. Gosto de as lembrar (e como tenho boa memória!) Gosto de conhecer os seus hábitos. As suas manias. Fico à espreita, sem fazer barulho. Quieta. Espero pacientemente que se habituem à minha presença. Não é fácil. Umas são como cristais, outras como punhais. Há ainda as silenciosas, que muitas vezes são difíceis de perceber. Há também as que foram escritas nas entrelinhas. Há palavras que serpenteiam, outras que se enrolam sobre si próprias quando não querem ser reveladas. Fecham-se na sua concha. Escondem-se nas tocas. Há palavras que nos beijam. Muitas podem ser a senha da vida (adoro essas!). Podem também ser a razão da morte. Certas palavras não podem ser ditas em qualquer lugar e hora qualquer. Estritamente reservadas para companheiros de confiança. Muitas vezes conserto-as com todos os sentidos em silêncio. Restauro-as (até para não me magoarem muito). Dou-lhes um som para que me falem por dentro. Ilumino-as. Com palavras (muitas vezes inaudíveis) grito para rasgar as tristezas que sinto. Outras ficam de orelhas em pé, mostram as garras e os dentes. Rosnam. Há aquelas que dão coices, magoam. É preciso cuidado. Já fui atacada por palavras várias vezes e as feridas demoram muito a cicatrizar. Mas não desisto. Chego a tomá-las à noite em comprimidos para adormecer o cansaço. Gosto quando me abraçam e me enchem o coração. Gosto quando se habituam a mim, quando se empoleiram no meu ombro e fazem ninho no meu coração. Gosto quando se deixam conhecer. Gosto quando vêm comer à minha mão. No meio delas encontro sempre o mundo inteiro.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Natal, renascer... * Merry Christmas!

Quando eu era pequenina, ansiava todo ano principalmente pelo Natal… 
Não era a altura de reencontro com os meus primos, não era na casa dos meus avós, não haviam brincadeiras de subir às árvores, nem de construir casas no meio das pedras e nem de subir os montes no campo.
Mas as noites de Natal eram mágicas! Não porque a magia fosse propriamente natalícia mas porque nas semanas anteriores me perguntavam com mais regularidade as minhas preferências, o que precisava, o que queria. A expectativa era sempre grande.
Sempre com um frio imenso, as janelas à noite (na casa minúscula em que vivíamos) ficavam cobertas com gotículas de água provenientes da nossa respiração e do calor que provinha da cozinha. Finalmente aproximava-se a grande noite em que viria o famoso senhor das barbas. As luzes da árvore podiam piscar de dia e de noite.
Em minha casa nunca ninguém foi designado para incorporar a figura do homem da Lapónia! Ele nunca vinha pessoalmente.
Entre o brilho do papel de embrulho, as luzes da árvore de Natal e o real cheiro a pinheiro, lá vinham as bonecas, o diário, as roupas, mas nem sempre o tão desejado presente pedido.
As prendas eram abertas de manhã, e esse era também o dia de mostrar a todos com orgulho, o quão bem comportada fui. Normalmente obrigavam-me a numerá-los aos familiares e vizinhos. Os presentes não eram normalmente de qualidade mas em quantidade.
(Tiago, dezembro de 2004)

Penso que um dos primeiros Natais depois de casada, foi também com a família de ambos. Não correu muito bem. 
(Joana, dezembro de 2007)

O tempo foi passando e as noites de Natal revelaram-me outras realidades. Abriram-me os olhos tanto a nível familiar como universal.
Enquanto tantos estão no seu “mundo mágico” outros passam em solidão e por isso, já não me fazia sentido tanta alegria pois não era universal.
A mim pessoalmente, a verdadeira dádiva do Natal consiste em dar e receber amor, ter paciência, dar e receber palavras de conforto e de amizade, partilhar uma ceia com quem mais queremos, sabendo que não descuramos aqueles que também mais precisam. 
Quem me conhece sabe que tento (REALMENTE) fazer isso o ano inteiro mas parece que só no Natal se toca nesse assunto constantemente. Parece que apenas nesta altura, muitas pessoas estão sós e nós podemos de facto, fazer a diferença.
Desde que constituí a minha família, dei sempre a maior destaque às crianças. As minhas, pois são as únicas na família.
A primeira árvore que comprei é a que ainda tenho. Vai até ao teto tal como a do meu vizinho de infância. Haviam grandes excursões a casa dele para a vermos.
Quem põe a estrela no topo é normalmente o membro mais novo da família.
Com o passar do tempo talvez o Natal já não seja tão mágico para mim. Talvez porque me apercebo de todo o consumismo que há nesta altura. Talvez por toda a arrogância que vou notando. Acredito que no meu caso seja também porque para mim, e sinceramente, Natal é todos os dias! 
É no entanto nosso dever tornar também esta época inesquecível para as crianças e tentar fazer o mesmo a todos os que nos rodeiam.
Há sempre maneiras diferentes de "acender" a magia natalícia (nem que seja com uma chucha!).
(Joana, dezembro de 2007)

Para todos, um Feliz Natal com muita paz e solidariedade no coração!
Tentem sempre que o Natal das vossas vidas não seja apenas hoje, mas todos os dias.

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