O nosso reino é tudo isto, e muito mais...

«Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.»

~ Neil Gaiman ~

quarta-feira, 12 de abril de 2017

E se… * What if...

Para onde fugir?
Muitas vezes não quero ser crescida. Quero fazer coisas sem pensar nas consequências… As crianças muitas vezes não pensam nas consequências de atirar uma pedra a um amigo, nem de dizer “só sou tua amiga se te atirares do escorrega” (esta versão já ouvi neste ano letivo).
E se… eu pudesse faltar ao trabalho e não dizer nada a ninguém?
E se… eu pudesse ir à praia e de repente entrar na água de calças vestidas? (queria tanto…)
E se… eu pudesse gritar até ficar rouca, de noite, no meio da serra?
E se… eu pudesse fugir? Seguir sempre a estrada sem olhar para trás?
E agora com mais "molho"…
E se… eu conseguisse lembrar-me de quem quero, sem chorar?
E se… eu pudesse voltar atrás no tempo, apenas para matar saudades?
E se… eu pudesse voltar atrás no tempo sabendo o que sei hoje… mudaria ou conseguira mudar alguma coisa?

E se… eu pudesse voltar atrás no tempo apenas para reviver as partes boas… quantas encontraria? Uma? Três? Quinhentas?
E se… eu pudesse voltar a sentir o perfume da minha avó? A afagar o meu cão?
E se… eu pudesse voltar ao ventre da minha mãe neste momento? Aceitaria esta vida? Escolheria nascer?
Talvez por tudo isto quero apenas regressar a casa… sempre… a toda a hora…
No entanto questiono-me a que "casa" quero eu tanto regressar…?

terça-feira, 11 de abril de 2017

Abraçar * Hug

“Diz-se que o nosso corpo tem a forma de um abraço. Talvez por isso a tarefa de abraçar seja tão simples, mesmo quando temos de percorrer um longo caminho. O abraço tem uma incrível força expressiva. Comunica a disponibilidade de entrar em relação com os outros, superando o dualismo, fazendo cair armaduras e motivos, cedendo, nem que seja por instantes, na defesa do espaço individual. Há uma tipologia vastíssima de abraços, e cada uma delas ensina alguma coisa sobre aquilo que um abraço pode ser: acolhimento e despedida, congratulação e luto, reconciliação e embalo, afeto ou paixão. Os abraços são a arquitetura íntima da vida, o seu desenho invisível, mas absolutamente presente, são a plenitude consentida ao desejo e memória que revitaliza.”

Este excerto faz parte da coluna semanal "Que coisa são as nuvens", que Tolentino Mendonça assina na E – A revista do Expresso
Esta foi publicada no dia 22 de Janeiro de 2016, pág. 90 e saiu diretamente do meu dossier de “Artigos Interessantes”.


Vale a pena ler...

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Morreu mais uma * Another one bites the dust

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

~Mário de Sá Carneiro~ 

*

Mais uma fase que morreu e uma nova vai começar.
(Fake it untill you make it!)
A seguir à morte do inverno vem o início da primavera.
Quando a lua minguante desaparece da nossa vista, nasce uma nova lua.
Quando morre um ano, logo outro se segue.
Temos tantas mortes na nossa vida... É engraçado como atribuímos apenas um tão grande significado às mortes humanas.
Ai a carta da Morte... que medo!!!
E vamos lá entrar em limpezas...
Volta para o teu cantinho Ego!

«Ego is just like dust in the eyes... without clearing the dust you can't see anything clearly... so clean the dust and see the world...»
Once you water yourself with right wisdom, right philosophy and positive attitude then you can eliminate ego from your life. In fact negative ego can drive your life towards failure, frustration, crisis and painful life. So program your inner world wisely by feeding your inner world with life shifting prospering thought and live the life you desire and deserve to live. 
~ Dhiraj Raj~

Another one bites the dust
Another one bites the dust
And another one gone and another one gone
Another one bites the dust
Hey I'm gonna get you too
Another one bites the dust

domingo, 9 de abril de 2017

Eu e ele, o Guerreiro Interior... ahh e ela, a miúda!

"Agarrei em mim" e lá fui eu, à luta.
Chamei o meu Guerreiro Interior para me dar uma ajuda.
Obrigada Sara por me ajudares a descobrir que está em Marte... mais propriamente na 8ª Casa.
E que tenho tantos aspectos difíceis com o Sol (além de eu já saber que ficava vermelha só por estar umas horinhas na esplanada)...
Os aspectos que o Sol faz com o Urano (planeta dos rompimentos) em Balança faz com que este chegue e arrase com tudo o que já é "velho" e estruturado...
"O Sol ativa o teu Marte em Carneiro."
Bom com Sol ou sem ele, agarrei nesse meu lado mais instintivo, "virei fera". Fervi por dentro e por fora e... calmamente disse o que tinha a dizer, o que estava entalado há anos...
Está feito!
E agora vou ver como acaba este "filme" enquanto como pipocas.
Ou então, só para deixar a minha Criança Interior fazer uma birrinha... Como as pipocas mesmo de costas para o filme!
Agora vou ter que ir brincar com ela, a "mai' nova"...

sábado, 8 de abril de 2017

A criança lá de dentro... * Inner Child

Treat yourself  the way you would treat a small child.
Feed yourself healthy food and make sure you spend time outside.
Put yourself to bed early.
Let yourself take naps.
Don’t say mean things to yourself.
Don’t put yourself in danger.
Love yourself as if you where the most precious thing in the world… Because you are. 
Pára com isso rapariga!
Opção 1 - A criança que ficou lá trás já cresceu. Já tem crianças. Sacode o que te incomoda, empina o nariz e segue em frente.
Opção 2 - Faz uma pausa de cuidar de tantas outras e sê um pouco a tua própria mãe.
"Sabendo que és minha, também eu sou tua".
Fonte: normalbiadam

 E agora não te esqueças:
Duplica a dose de comprimidos para a felicidade pelo menos... por uma semana!
Convida a tua criança interior para ir brincar e nada de cargas de ombro, pontapés no rabiosque e dentes partidos... Olha que ela ainda está a recuperar das últimas mazelas.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Quando não nos deixam ser ainda melhores...

 Quando não nos deixam agradar a quem realmente merece e mais importa... as decisões que te custam a tomar, acabam por ser tomadas sem teres que participar nelas.
Deixa de sofrer por quem prefere sofrer. Deixa de sofrer quando a decisão que não querias tomar afinal até nem dependia tanto de ti. Deixa de pensar que não têm que te deixar agradar a quem não tem vontade de dizer: Estou aqui para receber!

Nota para mim:
Não percas muito tempo a seres politicamente correta e diplomata em certas circunstâncias que se vão arrastando.
Deixa fluir, gosta de ti, cuida de quem te está mais próximo... 
Os que estão longe, se tiverem vontade de te "receber" têm que querer dar um passo e ficar mais próximo.
Corta com os que não estão perto porque simplesmente não querem estar, apesar de todas as desculpas que te possam dar (e que por vezes são muito credíveis para eles).

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Perspectivas, Eu e Elas e Eu

Gosto de ver as coisas por vários ângulos.
Gosto de ter várias perspectivas (minhas ou não) sobre um mesmo tema. Quem sabe mudo a minha forma de ver/ser/avaliar/gerir/... se alguma das outras fizer mais sentido para mim...? Quem sabe estava a tirar uma conclusão errada ou a fazer as coisas de um modo menos adequado...?
Há temas que gosto mesmo de aprofundar... estudar... debater comigo própria.
Por vezes faço-o quando estou a pintar, a recortar, a ler, e às vezes até a organizar as minhas coisas (o que também inclui lavar a louça, dobrar roupa, aspirar a casa...).
Já dei por mim a ter necessidade de reorganizar gavetas ou prateleiras porque estou simultaneamente a organizar pensamentos (e nessas alturas... agradeço mesmo que não falem comigo).
Já notei que tenho por vezes a necessidade de expressar fisicamente o que estou a fazer mentalmente.
Se me sinto cheia de pensamentos negativos... é altura de tomar um banho.
Gosto de ver as coisas por vários ângulos.
O pior é quando sinto que o devo fazer mesmo, mas não consigo. Ou porque estou muito cansada, ou porque simplesmente... não o quero fazer. Talvez seja algo que nem me agrade!
Em casos extremos protelo-o um pouco. Sei que corro um risco, por vezes quanto mais tempo passa, mais me vai custar. Outras vezes deixo arrefecer a situação e sei que terei uma visão mais nítida no dia seguinte.
Se isto cansa? Ui... tanto...
Gosto de ver as coisas por vários ângulos.
Gosto e faço questão de ser o mais justa possível. ODEIO a injustiça (neste momento, mais do que a violência física).
Apesar de por vezes me esgotar, sei com certeza que qualquer decisão que daí advenha  é a melhor que poderia ter tomado com os conhecimentos que tinha, no momento que a tomei.
 Por isso fico mais do que descansada. Nunca me poderei arrepender mais tarde. É impossível.
Posso no entanto arrepender-me de não ter tido determinadas informações que me poderiam levar a tomar outra decisão... Mas isso não dependia de mim.
Chego (raramente) a dar por mim a dizer uma ou outra palavra em voz alta. Às vezes ralho comigo. "Pára!". Dá-me vontade de rir... mas compreendo que goste ter uma opinião válida e conhecedora... e por vezes (raramente), chego mesmo a ouvir-me!
Nunca me arrependo de ser como sou porque sei que serei sempre a melhor versão de mim própria (por mais que isso por vezes me canse e me desgaste).

domingo, 2 de abril de 2017

Blog Widget by LinkWithin
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...